A artista brasileira reconhecida em todo mundo
Quem acompanha o blog e conhece nossas clínicas, sabe que nós adoramos arte. Por isso, o post de hoje é mais que especial, pois traz uma artista brasileira que a cada dia se torna mais respeitada em todo mundo, com uma arte alegre, viva, vibrante e cheia de energia!


Brasileira, carioca, 50 anos, amante do carnaval, Beatriz Ferreira Milhazes encantou e continua encantando o mundo com seu trabalho genuíno, com fortes influências em art deco e barroco. Num mix de pinturas e colagens ela apresenta um mundo de infinitas possibilidades.
Pintora, gravadora, ilustradora, professora. Formada em comunicação social pela Faculdade Hélio Alonso, no Rio de Janeiro em 1981, inicia-se em artes plásticas ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage em 1980, onde mais tarde leciona e coordena atividades culturais.
Da obra
Em seu percurso inquieto na “busca pela beleza”, Milhazes criou um padrão próprio, cercado de motivos ornamentais, mandalas, arabescos, flores e psicodelia. Há alguns anos a artista passou a conjugar estas formas orgânicas com formas geométricas – listras que passeiam entre os fundos e os primeiros planos de suas composições, quadrados que delimitam planos, círculos que estabelecem ou deslocam o centro.

Já a cor tem um papel estrutural na obra da artista, que lança mão de heterogêneas referências cromáticas como, por exemplo, o Carnaval, o movimento Tropicalista e a obra de Henri Matisse.

Reconhecimento internacional
Beatriz Milhazes desenvolveu ampla carreira internacional, representou o Brasil na 50 ª Biennale di Venezia em 2003, participou da Bienal de Shangai em 2006 e das 24 ª e 26ª Bienais de São Paulo em 1998 e 2004. Fez uma mostra em 2009 na Fundation Cartier Pour L’art Contemporain em Paris.
Suas obras figuram nas mais importantes coleções do mundo, como MoMA – Museum of Modern Art de Nova York; Museo Nacional Reina Sofia, Madrid e Metropolitan Museum of Art, Nova York. Seu trabalho Maresias, 2002, é capa do livro Art Now, vol. 2, coletânea que mapeia a produção artística contemporânea internacional, publicado pela Editora Taschen.
Peso de ouro
Toda essa atenção com cada trabalho ajuda a revelar porque Milhazes se tornou a brasileira com maior repercussão no mercado exterior, batendo seu próprio recorde num leilão de arte, quando “O Mágico” (2001) foi arrematado por US$ 1,049 milhão, em maio passado, na Sotheby’s de Nova York, pelo colecionador argentino Eduardo Costantini, tornando-a a artista plástica brasileira viva mais bem paga no mundo.

A obra "O Mágico" foi comprada por mais de 1 milhão de dólares